Governo do Distrito Federal
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26/11/15 às 19h33 - Atualizado em 29/10/18 às 15h56

ZEE-DF comparece em simpósio nacional de recursos hídricos

Debate sobre gestão territorial teve apresentação sobre o zoneamento distrital

 

Vanessa Cortines, da equipe ZEE-DF

 

Brasília (26/11/2015) – O Zoneamento Ecológico-Econômico do Distrito Federal (ZEE-DF) esteve presente no XXI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, evento realizado pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) que acontece esta semana em Brasília. Em um das mesas-redondas ocorridas na tarde de ontem (25), sob o tema “Contribuições do Ordenamento Territorial para a Segurança Hídrica”, houve apresentação do ZEE-DF e seu processo de elaboração.

 

Maria Sílvia Rossi, membro da Coordenação Técnica do ZEE-DF pela Secretaria de Meio Ambiente, falou da água como um dos vetores de qualidade do zoneamento e da importância de se integrar sistemas de gestão territorial com a gestão de recursos hídricos, com ênfase no planejamento e no monitoramento. “É fundamental convergir os instrumentos e qualificar a capacidade do Estado de promover uma boa governança do território. Para haver uma gestão eficiente, é preciso ter um monitoramento efetivo, com indicadores de qualidade e dados acessíveis”, afirmou.

 

Durante a apresentação, foi mostrado um estudo de caso produzido pela Coordenação Técnica do ZEE-DF que aponta como a ocupação irregular de Vicente Pires e Arniqueiras pode impactar na qualidade do Lago Paranoá, já que a região apresenta alto número de poços e fossas próximas ao córrego Riacho Fundo, um de seus principais tributários.

 

“Nem sempre a população compreende que os problemas de infraestrutura em um determinado local podem causar impactos ambientais em outra área, mesmo que seja um pouco distante. E o ZEE-DF tem feito esse tipo de análise, buscando arcabouço técnico para a definição de suas zonas, subzonas e diretrizes”, disse Maria Sílvia Rossi.

 

O hidrólogo e Professor Paulo Canedo de Magalhães (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que compôs a mesa-redonda ao lado de outros especialistas, destacou a importância de instrumentos legais que realmente funcionem e pontuou que “a maior dificuldade para se resolver problemas de recursos hídricos é a maneira de atuação no processo de ordenamento territorial”.

 

Também participaram do debate: Prof. Armando Silva Afonso (Universidade de Aveiro, Portugal), Prof. Jean-Michel Martinez (Universidade de Brasília e Institut de Recherche pour le Développement, França), Conceição de Maria Alves (Universidade de Brasília) e Mônica Ferreira do Amaral Porto, Secretária Adjunta de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo.

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